sábado, 14 de janeiro de 2012

O velho e o vate



Os velhos de ralos
grisalhos
não acreditam.
Sem saudade do futuro
não esperam do passado.
O que há entre o bardo
e o velhumano?
O que poderia ser.
Esperança pelo que não virá.
Criança ao caleidoscópio.

Palavra mais que o óbvio
brava lavra desses vagalumes
que escondem em retratos:
paisagem estrofes certezas
    galhofas erotismo
prolixas
            enumerações(!)
O que desde o princípio
é napalm
texto meramaente sacudido
e x p l o s ã o
novo poema
incalculáveis estilhaços de epifania
dorimedo
sobretudo matéria-prima
mente tênue linha
entre
poema e não-saber-o-que-se-busca.
Os velhos de passos
esparsos
não acreditam.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Não tenho medo da velhice, nem saudades do passado. Quero movimentos agregados aos dias.
    Mesmo que sem aparição de Jesus aos Reis Magos a vida continua colorida. Os grisalhos são simbolos e eles sempre sabem o que buscam.
    Beijos!
    Com carinho.

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