"Saiba que os poetas, como os cegos
Podem ver na escuridão."
Choro Bandido, Chico Buarque e Edu Lobo
Extraída a poesia sublime
da vala-comum
nas esquinas rotas
o que há além de Bukowski?
Não quero poemar em
desgraça própia
nem gritar 'vivas!'
de autoironia por
vazios plenos e convictos
espalhados
em janeiros vãos
O que me sobra?
espera?
Ação.
Cantar neo-futurista
e feérico
como grita Recife
abarrotada do ar carbônico
dos carros.
Eu lépido
em fevereiros tépidos
munido da anti-cachaça
que me beija.
Menos blues gemido nas vísceras
ainda não surdo de alegria
mas doce
como um frevo-canção
anti-niilista
as lágrimas confundir-se-ão
com a ansiada saliva
expungida toda ilusão
o tempo há de ser
amigo.
Paraíso
14 horas atrás


sempre digo que o bom de fazer versos é poder escrever e deixar que cada leitor faça sua leitura individual.
ResponderExcluirPena que o tempo não seja amigo de ninguém, lépido em todos os seu sentido: ligeiro, alegre, jovial, gracejador quando quer.
Ele é aquilo que passa por nossas vidas como furacão.
Ficamos sos em um mundo feérico, Cada um sonha o que quer, como quer, no tempo que desejar.
Com carinho.
Amei este poema.
Concordo sobre a importância do leitor interagindo, senão é melhor trancar os poemas em uma gaveta.
ResponderExcluirObrigado pelas palavras, também gosto muito desse poema.