quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

À porta da loucura



A porta.
Membrana semi-permeável.
Seletiva.
Abre-se
e abraça ao permitir-se.
Fecha-se
e declina a proibição.
Deus Janus, sem nuca
duas faces opostas
ao presente? ao passado?
olham para fora
e dentro
como uma porta.
Para fora, densos signos
símbolo-anúncio.
Para dentro, a secura do liso
como olhos despidos da utopia,
ser porta na face de dentro
guarda a sinceridade de olhar-se
e ver-se.

Onde está
loucura?
Nos adornos que me
negam!?
Na autossinceridade que me
condena!?
No desespero que bate à porta.

3 comentários:

  1. A porta... tem seu lado de fora, tem seu lado de dentro...

    até

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  2. Olá Jorge!
    Obrigada pela visita, venha sim mais vezes!
    Essa porta que você me diz me levou ao olhar, como se fossem o olhos a verem loucuras e desesperos..mas também ele pode ver o que ninguém consegue ou talvez belezas que alguns apreciam.
    Gostei bastante!
    Juliana

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  3. Está é a porta da felicidade.
    Podemos deixar a loucura hora do lado oposto, hora do mesmo lado. A sinceridade não bate a porta, ela vai na consciência de cada pessoa.
    Beijos!

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