Por quanto tempo se pode esperar por um Beatle? Recife esperou 50 anos. Mas valeu a pena. No último domingo, 20/11, Ringo Starr trouxe as baquetas e sua 'All star band' à cidade-estuário para um show antológico. Como já dizia a primeira múisca que tocou: "It's don't come easy", mas ainda bem que veio.
Em pouco mais de duas horas, Ringo tocou algumas poucas dos Beatles(o suficiente para despertar a nostalgia dos ali presentes), mais algumas de sua carreira solo(uma agradável surpresa para mim que pouco conhecia de sua fase pós-Beatles), além de abrir espaço diversas vezes para sua competente All star band assumir os vocais(banda formada por roqueiros veteranos). Aliás, a banda que acompanhou Ringo muito acrescentou ao show. Rick Derringer solou com competência e virtuosismo chegando as vias de uma jam session em "Frankstein" e cativou o público cantando a simpática "Hang on slooppy", só fiquei intrigado com suas trocas de roupa, porque não o vi se afastar do palco um só instante e, no entanto, lá estava ele com uma roupa diferente. O louco Edgar Winter só surgiu de detrás do teclado depois de algumas canções já terem rolado, mas foi um show a parte. Com seu visual, que me pareceu uma mistura de guerreiro escandinavo com punk setentista, winter levantou a plateia; além de ter tocado teclado, ele solou no saxofone, tocou percussão e cantou com entusiasmo contagiante. Mr. Mister passou o tempo inteiro comportado no contra-baixo até cantar a sua "Broken wings", velha conhecida do público, e que veio para reforçar o clima meio baile, meio rock'n roll do show.
Contudo o show foi mesmo de Ringo. Com a competência de sempre na bateria(e o inconfundível balançar de cabeça ao cantar) ou na frente do palco, Ringo mostrou o quanto um Beatle pode brilhar. Mesmo aos 71 anos, esbanjou ânimo num show que teve a música como elemento de destaque. Sem pirotecnias, firulas, nem nada daquele circo, o show foi inesquecível. Com a nostálgica "I wanna be your man", a emocionante "Choose love" e seu primeiro hit em carreira solo "It's don't come easy", ele cativou o público. Mas foi em "Yellow submarine" que eu e, suponho, todos os presentes fomos ao delírio. Em "Photograph" e "Act naturally" o espetáculo teve o último pico de euforia, vieram então o hino "With a little help from my friend" e, de Jonh Lennon, "Give piece a chance". Esta já dando um clima de 'tá acabando'.Sem dúvida, quem foi não se arrependeu. Quanto tempo mais teremos que esperar para ver outro Beatle!? Espero que alguns poucos meses. O velho McCartney em Recife vai ser surreal, pelo Beatle e pela plateia.
Se um show é bom pela qualidade do espetáculo, também o é pela qualidade da companhia. Sendo assim, tenho que falar da minha grande amiga Bruna(mais fã do 'rapaz das baquetas que eu') que me acompanhou nesse show e me acompanha na minha beatlemania. E falar também da companhia não planejada que arranjamos na fila: Flora, a menina de sorriso iluminado, personalidade cativante e inteligência admirável; Raul, ácido e divertido e Gabriel, tímido e sagaz, além de gente boa.
Já respondeu a pergunta anterior. rsrsr
ResponderExcluirEu estive neste Show e fui para o de Paul tbm. Amei.