domingo, 27 de novembro de 2011

Faço nada

Dela nada quero
A ela nada dou
Dela nada peço
Com nada bem estou.

Tremo as pernas por nada
Ela sente nada por mim.
Só quero que nada acabe logo
Tem nada depois do fim.

Esse nada veio abrupto
Como fogo forte na trilha.
Problema é se sabem os pais
Que ando fazendo nada com sua filha.





Desculpo-me aqui pela baixa qualidade do texto, comparado aos meus outros, mas é meu primeiro poema satírico e não dava para começar no nível de Manuel Bandeira. De qualquer forma, dou meu parecer sobre essa 'moral católico-burguesa' alienante que rege o senso-comum. Lucrum unibus est alterius damnum.

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