Tenho saudade dos olhos onipresentes
Do baile que descreve teu nariz intrometido
De teus dentes iconoclastas, irreverentes
E de tua voz que, à mera lembrança, destroe os sentidos
Sinto saudades de tua
psiqué e de teu sexo
De tuas manhãs que, à noite, descortinavas
De nossa fraternidade e de nosso incesto
Saudade de tua doce ironia de rosa e clava
Tenho saudade de tudo que não quis
Temendo a própria saudade e o sofrimento
E muitíssimas saudades do que estou prestes
A fazer para dar teu castanho a minh'alma griz
Saudades das nossas imperfeições do firmamento
Saudade, em suma, de tudo que não me deste
Amei este soneto, os que falam de saudade para mim são os melhores.
ResponderExcluirMuito bom o Blog... parabéns...
ResponderExcluirEsta união ilícita de alma saudosa e de lembranças mil é linda.
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