Metáfora método
meteoro
um manuscrito profano
algo sabiamente extraído do caos.
Praticamente um
uivo
entre o bater de asas
drosophiliano
e o grito animalesco
de insandecidos homens
implorando por sangue.
Pelos ontens
suicidar o amanhã
preso
no caminho torto de um presente vazio.
Poemas de amor escritos
lendo drummondnianos atrozes.
Pretensão árdua de ser algo
de emergir
de ouvir minha voz no silêncio
sujo dos predadores.
Bom devaneio
companhia para banhos de chuva.
E não acordar espectador da gravura
nem pincel na mão
nem o dom nem o controle remoto:
ser devaneio vivo
do agente
em seu quase triste amar-desamar
nascimento-suicídio-renascimento
diário.
Mas sê-lo
a luz do sofrimento
sim, sofrimento
matéria-prima e escada.
Entenda, querida
é preciso amar-te
tu tens uma vida e eu
poemas
arrematar-arremessar coração
e dizer:
possuir-te
ou deixar de
não me interessa
fundamental é amar.
Um dia
gozando de calma loucura que
me sustente
parar com essas bobagens de poemar.
Rumo
4 dias atrás


É possível! Tudo é possível. Até mesmo matar o ontem, morrer no amanhã, escutar aconsciência,...
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