quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ausência

Assim que começa é demasiado tarde;
todo começo está fadado a um fim.
A vida, a morte, algo irá matar o que há de tátil.
Sobrará talvez a lembrança,
talvez a tristeza,
talvez o nada(e aí sobrará o vazio),
talvez um riso velado numa tarde cansada de existir.

Sempre e de qualquer forma acabará.
E será tarde,
e será insuficiente.
O amor é sempre maior
no que se ausenta.

*escrito após ler trecho de "Demasiado tarde" de Vanessa Moraes (http://vemcaluisa.blogspot.com/2011/09/demasiado-tarde-primeiro-trecho.html)

1 comentários:

  1. Belíssimo :)

    Estou desde setembro para comentar. Ultimamente, parafraseando o Rubem Braga, tem se passado muitos anos por aqui.

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